ANÁLISE DE SEGURANÇA PARA INSTALAÇÃO DE SISTEMA DE FRENAGEM HIDRÁULICA DE EMERGÊNCIA EM TRANSPORTADORES DE CORREIA
Por NELSON COSTA

Normalmente o sistema de frenagem de emergência, composto pelo disco de freio e o freio hidráulico, é instalado entre o redutor e o tambor de acionamento motriz do transportador de correia para se garantir diretamente a integridade da contenção da correia em caso de aceleração anormal inesperada.

Contudo, existem fatores que podem comprometer esta escolha.

Para a correta inserção da segurança desejada, o principal fator a ser observado é como o acoplamento, que recebe o sistema de frenagem, será instalado no sistema.

Na grande maioria das instalações, são usados acoplamentos do tipo flexível x rígido com elementos de absorção de impacto poliméricos e com o disco de freio diretamente instalado entre os corpos deste acoplamento, sempre no eixo existente entre o redutor e o acionamento motriz (tambor) do transportador de correia.

Vale salientar que o disco de freio estará sempre afixado na parte rígida do acoplamento e então pode surgir um risco: no momento do projeto, talvez em função das diferenças dimensionais entre os eixos do redutor, do tambor e das paredes do acoplamento, ou por descuido do projetista, a instalação do acoplamento pode ser projetada de maneira equivocada quanto ao seu lado efetivo de atuação.

Em campo, já presenciei casos onde o lado rígido do acoplamento está solidário ao conjunto do redutor da motorização e não ao tambor do transportador de correia, como deveria ocorrer.

Desta forma, numa eventual aceleração irregular e extrema do sistema e a necessidade de uma frenagem de emergência, pode ocorrer a quebra de um dos componentes da árvore de falhas, sendo estes: eixo do motor, acoplamento hidrodinâmico, engrenagens do redutor, eixos do redutor ou outro componente qualquer do sistema. Neste ponto, teremos a atuação do freio hidráulico em situação de emergência, travando assim o movimento do disco de freio.

Caso esta parada seja bastante brusca, poderia ocorrer também a quebra dos elementos elásticos do acoplamento juntamente com os encaixes côncavos do acoplamento para estes elementos, fazendo com que deixe de existir a relação dinâmica entre eles. Momentaneamente, ambas as partes estariam livres, e a que está ligada ao disco de freio seria travada imediatamente pela frenagem. Entretanto, a outra parte estaria livre para girar. Como consequência da instalação incorreta deste acoplamento (inversa), o freio na verdade anularia a velocidade angular dos eixos do sistema de acionamento, deixando o tambor do transportador de correia livre, e caso estando à correia bastante carregada, passaria a acelerar descontroladamente, o que certamente causaria danos incalculáveis ao seu proprietário.

Assim, para se garantir a atuação dos sistemas de frenagem hidráulicos de emergência em transportadores de correias, principalmente nas descendentes, faz-se necessária a instalação do acoplamento com o disco de freio de maneira correta, onde o lado rígido do acoplamento, conexo ao disco de freio, esteja sempre voltado para o eixo do tambor motriz, garantindo assim toda a integridade do transportador no caso de quebra de qualquer um dos componentes da árvore de falhas ou até mesmo do sistema de motorização.

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